Em 2025, 142 dos 417 municípios da Bahia não receberam qualquer valor por meio das transferências especiais, modalidade conhecida popularmente como Emendas Pix. O levantamento aponta que 34% das cidades baianas ficaram sem acesso a esse tipo de recurso, utilizado por parlamentares para destinar verbas diretamente a estados e municípios.
Entre os municípios que não receberam repasses estão cidades da Região Metropolitana de Salvador (RMS), como Camaçari, Madre de Deus, Mata de São João, Pojuca, São Francisco do Conde, São Sebastião do Passé, Simões Filho e Vera Cruz, além de dezenas de municípios do interior distribuídos por diversas regiões do estado.
Concentração de recursos
No extremo oposto, o levantamento mostra que alguns municípios concentraram os maiores volumes de recursos. Os destaques foram:
• Jandaíra, com R$ 11,4 milhões;
• Tucano, com R$ 10,62 milhões;
• Itaguaçu da Bahia, com R$ 10,20 milhões.
O comparativo chama atenção especialmente quando observado o critério populacional: Tucano possui cerca de 48.738 habitantes, enquanto Itaguaçu da Bahia conta com aproximadamente 12.311 moradores, evidenciando a disparidade na distribuição.
Volume total movimentado
No recorte estadual, a Bahia movimentou R$ 560,1 milhões em transferências especiais ao longo de 2025. Desse montante, R$ 121,7 milhões foram destinados ao próprio governo estadual, enquanto o restante foi distribuído entre municípios contemplados.
O que são as Emendas Pix
As chamadas Emendas Pix são recursos transferidos na modalidade de transferência especial, permitindo que o dinheiro seja enviado diretamente aos cofres dos estados, Distrito Federal ou municípios, sem a necessidade de convênios, contratos ou instrumentos formais específicos para a liberação dos valores.
Apesar da agilidade, o modelo tem sido alvo de debates por falta de critérios claros, concentração de recursos e ausência de equilíbrio regional, especialmente diante do número expressivo de municípios que não receberam nenhum repasse.











