Demografia da Enfermagem aponta crescimento de 46% nos postos de trabalho no Nordeste
Estudo divulgado pelo Ministério da Saúde mostra que, em cinco anos, o total de vínculos em enfermagem no país saltou de 1 milhão para 1,5 milhão, alta de 44%
O Ministério da Saúde lançou, nesta terça-feira (11), de forma inédita, a primeira Demografia da Enfermagem do Brasil , estudo que apresenta uma radiografia do setor que concentra o maior número de postos de trabalho na área da saúde no país, considerando enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem. No Nordeste, os dados mostram um aumento de 46,3% no número de postos de trabalho em cinco anos. Em 2017, eram 239,8 mil vínculos; já em 2022, o número subiu para 350,8 mil. Esse total não equivale ao número de profissionais na região, uma vez que um mesmo trabalhador do setor pode ocupar mais de um vínculo empregatício.
A Demografia e Mercado de Trabalho em Enfermagem no Brasil, financiada com recursos do Ministério e realizada em parceria com a Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), mostra o panorama do mercado de trabalho e detalha perfil dos profissionais no Brasil, fornecendo ampla base de dados para que gestores e entidades de saúde possam elaborar ações específicas e implementar políticas voltadas ao provimento, gestão e valorização da enfermagem no país.
O estudo aponta que a Região Nordeste teve o maior índice de aumento no período, juntamente com o Centro-Oeste. A Atenção Primária (básica) responde por 28% do total de vínculos no Brasil em 2022 e foi responsável por adicionar mais 24 mil postos de trabalho em cinco anos. A Secundária (média complexidade) reuniu 22,3% dos postos do país em 2022. Já na Terciária (alta complexidade), o Nordeste registrou um aumento considerável, passando de 20,7% em 2017 para 22,5% em











